(Beda#15) Genderless, a moda sem gênero, e liberdade

15.8.16

Genderless, Gender bender, Unissex... Nome é o que não falta para essa tendência que têm dado o que falar desde 2015 e agora, em 2016, chamou atenção. Porém, não é de hoje que a questão de gênero está presente na moda. Desde que as mulheres se livraram dos espartilhos no começo da guerra, cada vez mais peças masculinas foram sendo incorporadas ao seu guarda roupa. O visual andrógino, antes buscado apenas por mulheres vanguardistas e ousadas, caiu no gosto geral.




[caption id="attachment_1798" align="aligncenter" width="800"]Untitled-2 Marlene Dietrich   .   Chanel   .   Yves Saint Laurent[/caption]

     É impossível falar de uma moda que questione os gêneros sem pensar na Marlene Dietrich, na Chanel ou no smoking de riscas do Yves Saint Laurent. Todos exemplos antigos. Afinal, qual mulher hoje em dia não usa calça, terninho e demais roupas que antigamente seriam masculinas? Por que falar disso só agora? Porque (na minha humilde opinião) ainda existem linhas para dividir o que é masculino e o que é feminino. Se por um lado se tornou comum nós mulheres pegarmos peças do guarda roupa deles, o contrário ainda é visto com estranhamento.




[caption id="attachment_1811" align="aligncenter" width="800"]David Bowie, Jaden Smith David Bowie Jaden Smith[/caption]

      Até então a questão de gênero teve como principal foco as mulheres. Não é à toa que os poucos homens que aparecem usando roupas que seriam “femininas” chamem tanta atenção. Como exemplo mais antigo temos Bowie, com suas roupas extravagantes, coloridas e questionadoras. Mais recente, há o Jaden Smith que é alvo das mais diversas opiniões por usar vestido e deu o que falar em sua sessão fotográfica para a Louis Vuitton. Se as mulheres usam calça há tanto tempo, por que os homens não podem usar saias?


      Em mundo onde bradamos aos quatro ventos por mais liberdade, mais igualdade e mais direito sobre nossos próprios corpos, não é de se estranhar que isso esteja refletindo na moda. Se é uma tendência passageira ou algo que veio para ficar, só o tempo pode dizer. Acho que a ideia central não é a duração e muito menos impor, mas sim questionar. É olhar além da estética. É abrir os olhos e desconstruir padrões que há muito formaram raízes em nossas mentes. Se é masculino ou feminino? Pouco importa. O importante é se sentir bem, é ter autoridade sobre si, é ser livre de dentro para fora.


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bEDA

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