O dia em que abri as portas para o amor

10.9.16

         Eu já decorei o seu jeito de andar, o seu sorriso e o jeito que você mexe no cabelo quando me vê. Já sei te decifrar só pelo tom de voz e consigo abaixar todas as suas defesas. É estranho, a paixão vem com tudo, escancara a porta, ocupa todo o aposento ou, melhor, transborda e rouba todo o ar. Tudo isso só para sair sem nem ao menos se despedir. Mas, quando ela sai, nunca se vai por inteiro. Deixa um pedacinho que se cultivado vira amor, carinho, amizade, lealdade e confiança.


      O amor vem mais lento, preenche aos poucos e é aquele que fica ao seu lado quando tudo parece ir embora. Pode me chamar de acomodada, mas eu gosto de finais de semana com filme, pipoca, cobertor e um abraço aconchegante. Namoro é mais do que beijos e mãos dadas. É a junção do corpo e da alma. É o nó que não desata enquanto o resto do mundo se desprende e arrebenta. É aquela relação com direito a brigas, reconciliações, defeitos que podem ser perdoados e, acima de tudo, cumplicidade.


     A paixão incendeia, vicia e é incrível, durante um tempo. Já o amor... Ah! O amor aquece, nutre, evolui, passa por estágios e então transborda. Ele pode não escancarar a porta, mas sabe como protegê-la. Ele pode não roubar o ar, mas traz suspiros. Ele pode não dominar o lugar assim que chega, mas preenche, é completo e mais maduro do que qualquer paixão.

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