Sobre pessoas impulsivas

29.9.17


Eu sempre fui dessas pessoas, como é que dizem mesmo? Ah, sim! Dramática. Impulsiva. Instável. Bipolar. Para alguns, até exagerada, um pouco louca. Como se fosse loucura sentir tudo em excesso. Viver em um turbilhão. Nunca saber quando é hora de parar, de se acalmar, de se refrear. Para mim é sempre hora de seguir em frente. De testar. De experimentar. De pular sem amarras. De querer mais, sempre mais.

Mais liberdade. Mais amor. Mais sentimento. Mais pessoas que mesmo com medo se jogam. Mais adrenalina. Coração palpitando, mãos suando, vento no cabelo, emoção e frio na barriga. Se não for para transbordar, então nem se incomode em entrar na minha vida. Aqui é tudo ou nada. Ou fica ou vai embora. Ou segura a minha mão e vem comigo, sem receio, ou pode procurar a porta. Essa é a minha única regra.

Veja bem, apesar de gostar viver intensamente, não gosto dessas que pessoas que chegam sem certeza. Que aparecem para subtrair, no lugar de somar ou multiplicar. Que preferem encher meio copo, ao invés de completá-lo. Que não se arriscam, que se podam, que se limitam. Que não sabem dar continuidade. Não sabem cantar, rimar, dançar, se soltar. Mesmo correndo o risco de parecer ridículas. Pois fique sabendo, eu gosto desse tipo de ridículo.

Eu gosto das pessoas que não tem medo de ser quem são. Daquelas que não precisam fingir ser mais ou menos.  Sem amarras, sem rodeios, sem represas, sem cordas que as prendam. Sem receio da própria vulnerabilidade. Sem infinitas demãos de tintas. Eu gosto das coisas tal e qual elas são. Não é preciso muito para ganhar minha afeição. No final das contas, acho que sou uma pessoa bem fácil.

O riso aqui é livre. O choro também. Eu prometo colo, dias de calmaria após a tempestade, um abraço aconchegante e um coração aberto. Porque, apesar de tudo, de sentir tanto, ainda tenho um só coração. Mas juro que este aguenta muita coisa. Muita reviravolta. Muita turbulência e, ainda assim, muito amor. Pode vir sem receio, meu, bem. Que eu te prometo todo o meu mundo e um pouco mais, se puder, contanto que  você me prometa o mesmo. No final das contas, eu continuo sendo uma boba, que não sabe escrever outra coisa, senão textos de amor.

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Texto escrito para o desafio Imagem&Palavra, em que deveria usar a palavra cantar. 


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