Melhores momentos do meu intercâmbio (parte II)

by - 20.4.18


Semana passada prometi que faria uma parte II do post Melhores Momentos do Meu Intercâmbio. Então, aqui estou eu para dar continuidade ao assunto que nunca me canso de falar. Mas sabe aquela emoção e saudade que fica depois que você percebe "cara, realizei sonhos que nem pensei serem possíveis de acontecer tão cedo". Ainda bem, como disse naquele mesmo post, que somos surpreendidos quando menos esperamos. Vez ou outra, a vida nos reserva experiências incríveis e nos lembra do quanto temos motivos para ser gratos.



Então, deixa eu te contar. A neve é tão bonita quanto nos filmes, pelo menos naquele lugar meio isolado da Serra da Estrela. Não consigo reproduzir apenas em fotos para vocês o lugar e a sensação de ver neve pela primeira vez. Não, eu preciso explicar. Sobre o manto branco que cobria a estrada, os carros, as casas, os telhados, o chão, o ambiente inteiro ao redor. Sobre como era sentir os flocos caindo e molhando a roupa. Como congelei os dedos e a neve começando a descongelar dentro de minhas botas, porque tentei fazer um anjinho.




Sobre o cachorro que destruiu o boneco que construímos. Sobre o frio, sobre vestir um milhão de camadas de roupas, sobre ver branco  e neblina por todo o lado. Sobre os postes de luz amarela brilhando em meio à isso. Sobre sentir que se está dentro de um filme europeu, em uma cidade pequena, cômoda, com todo mundo aconchegado em suas lareiras quentinhas e apenas os turistas tirando proveito do inverno. Ops, não era filme, aconteceu mesmo.



Deixa eu te contar também sobre Porto. Cidade portuguesa que me encantou. Sobre os prédios coloridos, antigos, grudados um no outro. Pessoas apressadas caminhando para todo lado. Mini trens, porque não sei como chamá-los, que andavam em trilhos pelas ruas. Sobre sentir que você volta no tempo e ao mesmo também sentir que está no presente. 


Preciso falar sobre a ida para Londres. Ah, Londres daria um post inteiro. Na verdade, rendeu três aqui no blog. A cidade dos meus sonhos. A cidade com brasileiros aparecendo nos momentos em que mais precisávamos de ajuda. A cidade cinza, com habitantes apressados, fechados em sua própria correria. Mas vez ou outra, se encontrava alguém disposto a dar um sorriso amigo. A dizer 'obrigado', para mostrar que também sabiam um pouco sobre nós, mesmo que fosse uma palavra.



Mas, deixa eu te contar. Londres não é toda assim, em tons de cinza e fria, como costumam dizer. Tem cores, se souber onde procurar. Especialmente em Notting Hill. O bairro com artistas que ocupam uma rua inteira. A Portobello Road. A rua  dos prédios coloridos, dos cheiros de comida, das lembrancinhas, da música que espalha e se expande para todos os lados, vinda das pessoas e de todo tipo de instrumento, até se tornar uma coisa viva.



Semelhante e ao mesmo tempo diferente de Camden Town. Enquanto Notting Hill é uma mistura colorida, Camden é mais alternativo e até sombrio de certa forma. Lindo, ainda assim. Belo em todas as suas excentricidades.



Mas, o ponto alto dessa viagem - se é que é possível definir um - foi conhecer a plataforma 9 3/4, na estação King's Cross. Valeu à pena o tempo de espera na fila. Só quem é fã mesmo entende a emoção de tirar foto em um carrinho grudado na parede.


Londres é aquela cidade que vale à pena se perder. Seja de dia, seja no meio da noite para procurar uma farmácia aberta. Seja em meio à multidão, ao protesto que ocorreu no período em que estive lá, no início de 2017. No qual parei acidentalmente saindo da Westminster Abbey. Londres transpira história, música, arte, cores, cultura e todo tipo de pessoa. Londres, como me disseram certa vez, é uma cidade mágica.

Até 2016, o mais longe que a Kimberly aqui já havia ido de avião foi para Curitiba, quando tinha 16 anos. Nunca que ela imaginou estudar moda em outro país. Ver neve, apenas na televisão. Conhecer Londres, então? Aquele tipo de sonho que imaginou ser quase impossível ou em um futuro muito, muito distante. Mas em um período de seis meses ela fez tudo isso. E isso ensinou ela a sonhar sempre alto, a ter mais fé de que tudo acontece quando é para ser. Nem antes, nem depois. Também percebeu que apesar de ter escrito muito nesse período, continuou com a mania irritante de falar (escrever) sobre si mesma na terceira pessoa.

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